De professor para professor, um desabafo sobre o nosso cansaço físico e mental acumulado. Força! Estamos na reta final.

É maravilhoso ter a sensação de dever cumprido. Contudo, a reta final do ano letivo na Educação Infantil traz um ritmo muito singular: ao mesmo tempo em que o calendário aponta para o fim, o cotidiano ganha uma aceleração atípica.

A rotina construída com tanto afeto ao longo de meses entre rodas, parques e momentos de pura diversão e aprendizado é atravessada por ensaios, relatórios minuciosos, portfólios, projetos e produções. Tudo ao mesmo tempo.

Nesse cenário, vivemos um desafio invisível que pouca gente fora da escola compreende: como gerenciar a energia e a ansiedade dos pequenos quando a nossa própria bateria já está no vermelho?

Na infância, rotina é segurança emocional. A agitação, os choros repentinos ou a resistência a momentos que antes eram tranquilos não são "birras de fim de ano". É o corpo da criança reagindo à quebra da previsibilidade e ao excesso de estímulos.

Para acolher essa turma hiperestimulada, o docente se desdobra: vira ensaiador, figurinista, mediador de expectativas e redator. Sustentar esse acolhimento enquanto lidamos com nossa própria sobrecarga sensorial é um ato silencioso de doação. Ninguém precisa carregar essa reta final a sós.Por isso, decidi deixar três lembretes importantes que deveriam ser avaliados por todos nós:

Primeiro, O bem-estar das crianças e a sua saúde mental valem mais do que algo impecável. Simplificar é um ato pedagógico.

segundo, quando tudo pesar, recue, reduza as luzes, coloque uma música suave, ofereça massinha ou água. O corpo dos pequenos e o seu precisa disso.

Terceiro e o mais importante, o valor do seu trabalho não está no palco da festa de encerramento, mas em cada vínculo, conquista e abraço construído no chão da sala durante todo o ano.

Como está o clima na sua escola neste momento? O que tem te ajudado nessa reta final?

Conte nos comentários: este espaço é seu para desabafar, trocar ideias e se acolher


8 comentários

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Mariana Benedetti • 3 s
Que reflexão importante, Gerlane! Muitas vezes, em meio a tantas responsabilidades, o professor acaba deixando o próprio bem-estar em segundo plano. Cuidar de quem cuida e educa também precisa ser uma prioridade! Me lembro muito do cansaço que a minha mãe chegava em casa todos os dias, mas sempre com um sorriso no rosto e muito carinho e orgulho por seus alunos!
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Gerlane Monteiro • 3 s
@Mariana Benedetti é exatamente isso, embora haja muito amor e compromisso, às vezes nos descuidamos, dando acesso para a exaustão e a dúvida se aquele lugar realmente é nosso.
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Sarah Vieira • 3 s
Que reflexão importante, Gerlane! 💜 Seu texto nos lembra que, por trás de tanto cuidado e dedicação, também existe alguém que se cansa e precisa de acolhimento. “Simplificar é um ato pedagógico” é uma mensagem necessária. Que a busca por um encerramento bonito não apague a beleza de tudo o que foi construído ao longo do ano nem deixe em segundo plano o cuidado com quem tornou isso possível.
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Gerlane Monteiro • 3 s
Esse desabafo é real, muitos colegas hoje ainda sentem na pele como eu senti um dia.
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Regina Coelho • 2 s
@Gerlane Monteiro é a realidade de muitos!
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Emanuela Duarte Barroso • 3 s
Eu só li verdades!!!
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Regina Coelho • 2 s
@Emanuela Duarte Barroso certeza! 🥹
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Regina Coelho • 2 s
Ser professor é luta!

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