Não é falta de vocação. É excesso de abandono.

Ser professor não deveria ser um ato de resistência.

Os relatos desta reportagem do G1, publicada neste 15 de outubro, Dia dos Professores, escancaram uma realidade que não pode mais ser naturalizada.

Salas superlotadas, falta de recursos, salários insuficientes, jornadas exaustivas e adoecimento. E, ainda assim, espera-se que o professor encontre forças para fazer a educação acontecer.

Como professora, sei que a realidade é muito mais complexa do que os discursos simplistas que responsabilizam o docente pelos problemas da educação. Não podemos cobrar resultados sem garantir condições dignas de trabalho.

A vocação não pode servir de justificativa para a precarização. O compromisso com a educação não pode significar abrir mão da própria saúde, da dignidade e da vida.

Neste 15 de outubro, precisamos de reconhecimento concreto, políticas públicas efetivas e valorização profissional, além das homenagens, é claro!

Defender o professor é defender a educação. E essa defesa precisa sair do discurso e chegar à realidade das escolas.

Na comunidade Ser Professor, queremos abrir espaço para essas reflexões, porque falar sobre a profissão também é ter coragem de denunciar o que precisa mudar.

E você: o que pensa ser preciso mudar, com urgência, para que possamos exercer nossa profissão com dignidade?

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