O que a escola pode transformar para incluir de verdade?

AEE na perspectiva biopsicossocial: participação e remoção de barreiras

Por Regina Coelho

No contexto escolar, o planejamento do Atendimento Educacional Especializado deve partir de uma perspectiva biopsicossocial: considerar as características e necessidades do estudante, suas experiências e relações, e as barreiras presentes no ambiente. O diagnóstico contribui para compreender o caso, mas não deve definir/nortear, sozinho, as decisões pedagógicas.

Na prática, é importante ouvir o estudante e a família, observar em quais situações ele participa com mais facilidade e identificar o que pode gerar desconforto ou sobrecarga. A equipe pode antecipar mudanças na rotina, usar apoios visuais, organizar atividades coletivas com papéis e orientações claras e oferecer alternativas em ambientes com muitos estímulos sensoriais. Essas estratégias devem ser combinadas com o estudante, revistas ao longo do tempo e articuladas entre o professor regente, o AEE e a equipe escolar.

O objetivo não é exigir que o estudante se adapte sozinho a todas as situações, mas reduzir barreiras e ampliar sua participação, aprendizagem e autonomia. Essa atuação colaborativa está em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão, que compreende a deficiência na interação entre características da pessoa e barreiras do ambiente (BRASIL, 2015).


Referência: BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).

2 comentários

4
Mariana Benedetti • 2 s
Muito interessante, Regina! Adorei!
5
Regina Coelho • 2 s
@Mariana Benedetti que bom! 😍

Entre para comentar

Abra no seu navegador

Você está no navegador do app. Por aqui não dá para instalar o app da comunidade, receber avisos nem entrar com o Google.